18 de abril de 2014

Postagem 086
BEDIN V.I.P
FRÉDÉRIC BEDIN





BIOGRAFIA
Em paralelo com um MBA e um mestrado em gestão de instituições culturais das Universidade Paris-Dauphine, ele embarcou em montar um negócio em 1986, abrindo com três colegas a Louco agência, especializada em eventos corporativos e de negócios. Em 1993, fundiram-se com a agência Promo 2000 Lionel Chouchan para criar La Public Système.
A reconciliação do grupo céu e do grupo com o grupo Le Public Système Hopscotch dá a luz grupo Public Systéme Hopscotch. Frédéric BEDIN é agora CEO, a empresa tornou-se um jogador importante na consultoria em comunicação, incluindo a web digital e social, especialista, relações públicas e eventos. Listado desde segmento 1998  C da NYSE Euronext Paris, ele mostra uma margem bruta de 58.700.000 Euros e um volume de negócios 2012 a Euros 159 milhões e tem 545 funcionários.
Frédéric BEDIN juntou CroissancePlus em 2000. Eleito membro do Comitê Executivo desde2004, atuou como vice-presidente 2006-2008, antes de ser eleito presidente 03 de julho de 2008 (exerceu o cargo até julho de 2011), na sequência de Genffroy Redhead Bézeu. Ele também ocupou entre 2007 e 2009 o cargo de presidente da ANAE, a associação de agências de comunicação do vento, onde ele é agora diretor. Ele fazia parte do Comitê de Orientação Estratégica (COS) é um membro do Fundo de Investimento Estratégico desde a sua criação e é vice-presidente da UNIMEV (União Francesa de Negócios de evento). Ele também é um membro do Grupo da Indústria de Serviços (GPS) e Vice-Presidente da Comissão de MEDEF inovação.
Frédéric BEDIN  fala do futuro da indústria na França.
“A criação de empregos do amanhã na fabricação”
Frédéric BEDIN é presidente da CroissancePlus. Como presidente do grupo de trabalho dos Estados Gerais da Indústria em inovação e empreendedorismo, ele se concentrou sobre o futuro da indústria francesa.
FRANÇA noite. Quais são os setores na França?
Frédéric BEDIN. Eles são de dois tipos. Há setores em que a França tem sido tradicionalmente forte. È, por exemplo, da saúde, da química, aeronáutica, etc. Estes campeões deixam em seu rastro uma miríade de fontes subcontratados PME de emprego.
A outra atividade transportadora, são às novas indústrias, tais como informática, telefonia e tecnologias verdes. Pioneiros, eles exigem a criação de muitos postos de trabalho em torno deles, como os setores chaves da verdadeira inovação . É através deles que veio a salvação de nossa indústria.
FRANÇA noite. O ambiente econômico é favorável ao desenvolvimento dessas novas tecnologias.
Frédéric BEDIN. Sim e não. Muitos ativos têm sido postas em prática para promover a inovação. Penso, por exemplo que o imposto de pesquisa que promove o investimento empresarial em pesquisa de crédito. Há também estruturas criadas para facilitar a cooperação entre os atores da inovação .
Este é o caso de grupos que incluem laboratórios universidades e empresas para incentivar a partilha dos recursos. Boas ideias são o resultado de uma pessoa ou empresa, mas sim um grupo de jogadores de diferentes backgrounds. No entanto,há várias bolas atrás da França. O principal é a tributação. Em compensação com os seus vizinhos europeus, o nosso país tem um imposto muito pesado que penaliza inclusive médias empresas.
FRANÇA noite. Que caminhos a explorar para garantir a sustentabilidade da indústria na França?
Frédéric BEDIN. A questão não é manter a todo custo os empregos industriais franceses, mas como criar empregos na indústria do amanhã. CroissancePlus  pensa no futuro a médio prazo, através da enorme criação de estar-up. As novas empresas de tecnologia têm uma taxa de mortalidade muito elevada, é lá que eles precisam de apoio para permitir o desenvolvimento de campeões próximos a dez ou vinte anos. Devemos promover o espírito de empreendedorismo, atrair capital, empurrando os empresários a trabalhar em conjunto.

Pesquisa da Internet 

16 de abril de 2014

Postagem 085
BEDIN V.I.P
NELSON BEDIN

NELSON BEDIN

SAÚDE COM DILMA: TERCEIRIZAR É PRECISO

“Navegar é preciso; viver não é preciso.” Bela e poética ambiguidade produzida pela semântica do vocabulário “preciso”. Preciso pode ter o significado de exato, mas pode estar associado à ideia de necessidade. Navegar, para os portugueses era mais vital do que a própria vida. Isso porque a vida não seria possível, caso as navegações não lhe dessem suporte. Ou, em contrapartida, navegar exigia instrumentos de precisão, para garantir sua segurança; enquanto a vida, não há como assegurar que ela será segura.
Encontramo-nos diante de uma situação, no setor saúde, em que se pode parafrasear o famoso verso:”terceirizar é preciso; viver não é preciso”. Terceirizar o setor passou a ser mais vital do fique garantir a saúde (e a vida, é claro) da população. Os mais diversos motivos têm sido apontados para a consolidação de tal propósito. A vida das pessoas e sua saúde só serão garantidas se o sistema de atenção à saúde for terceirizado.
Não restam dúvidas sobre os momentos de gloria de Portugal l em decorrência de sua louca aventura. Mas não há nenhuma discordância a respeito de sua incrível derrocada, que se arrasta até os dias atuais, reservando-lhes a posição nada gloriosa de nação mais atrasada da comunidade europeia. Tracemos um paralelo com o que está conte endo coma presença cada vez mais expansionista das OS no setor saúde. Em artigo publicado no jornal “O Estado de São Paulo  no dia 29 de janeiro, os defensores  dessa modalidade de gestão da cosia pública se vangloriam de que “o modelo permitiu que usuários do sistema público sema atendidos em instituições geridas por entidades de excelência, como os Hospitais Sirio-Libanês, Albert Einsten e a Fundação Faculdade de Medicina da USP”. Por que4 será que Portugal conseguiu um nível de excelência em  navegação e foi tão ineficaz em fazer deu suas colônias potências mundiais? A excelência da gestão dessas entidades mencionadas pelo artigo não se transfere, por um passe de mágica, para o setor público. Seus públicos alvo são extremamente diferenciados, não sendo menos diversa a lógica que preside sua forma de administrar. lUma cosia é navegar ; outra diversa é colonizar.
No mesmo artigo, seus autores apontam que “esse comprometimento com resultados é um dos principais motivos do salto de eficiência nos serviços públicos geridos por OS”. O que se deve questionar é a quem a eficiência decantada e seus respectivos resultados estão beneficiando. Não há evidência de resultados significativos para a população , como se pode atestar por um dos indicadores mais sensíveis desse tipo de alteração de realidades, o Coeficiente de Mortalidade Infantil. No município de São Paulo, nos últimos anos, sua queda tem sido insignificante, continuando quatro vezes maior do que países desenvolvidos como a Dinamarca, por exemplo. Será que estão falando de uma eficiência similar à demonstrada pelos portugueses com nossos indígenas?  Ou será que tal eficiência se compara com a demonstrada por Portugal em exaurir nossas riquezas naturais?
Como prova de tal eficiência os autores se valem de dados estatísticos, aparentemente incontestáveis: “hospitais geridos por OS oferecem entre 35% e 61% mais admissões por leito e redução de 30% na taxa de mortalidade em comparação com hospitais sob a gestão direto do poder público”. Todos sabemos que a estatística permite inúmeros abusos habilmente disfarçados. Não se mente; apenas se manipula. Imaginemos, por hipótese, que os hospitais geridos por OS internem, com preferência, casos menos graves, por sua patologia ou por sua evolução, restando aos hospitais sob gestão direta do poder público os casos terminais e os mais graves. Nada mais justo que se constate o que os autores utilizam para falar de suas excelências. É claro que nessas condições , a mortalidade deve ser mui9to maior nos hospitais sob gestão direta do poder público. Sem nos revelar os dados de mortalidade, tal afirmação pode ser interpretada como mais uma manipulação, sem configurar em uma mentira.

Essa possibilidade, nada impossível de ser uma realidade, se  levarem em conta os inúmeros casos em que o setor privado de saúde tem repassado para o SUS os procedimentos de mais alto custo, rebate outro posicionamento dos autores do artigo. Alegam que se trata de um mito a alegação Del que “ as OS promovem a privatização dos serviços públicos, que passariam a ficar ao sabor da lógica do mercado”. Mas não é o que se vê no interior de suas instituições originais? Em sua defesa, continuam eles a afirmar que “os partidários dessa ideia parecem ignorar que as OS são entidades sem fins lucrativos, de natureza social “. E ainda, que “não operam no ‘mercado’ – domínio próprio das empresas- , mas na arena pública não estatal: o terceiro setor”. O Brasil parece ser mesmo o paraíso hipocrisia. Como negar óbvio? Os próprios veículos de comunicação do ‘mercado’ têm apontado o crescimento desenfreado do  turismo de saúde entre nós, com ênfase para procedimentos realizados em hospitais de excelência, que por isso mesmo, são os que procurados por consumidores de tal tipo de produtos. Não seria essa a lógica do mercado? E o que dizer das tais “taxas de administração” pagas pelo poder público para essas OS? Isso nada tem a ver com a lógica do mercado?
Outra alegação que merece reflexão é que diz respeito ao controle social. Os autores afirmam que as OS estão sujeitas ao que reza a nossa constituição sobre a necessária participação da comunidade no setor saúde, bem como o que normatiza a Lei 8.142, que institui o Conselho de Saúde e a Conferência de Saúde como formas de exercer tal controle social no SUS. Há caso notórios, como de Campinas, em que o Conselho Municipal de Saúde deliberou contra o contrato de gestão com uma OS para gerir um hospital municipal, sendo solenemente ignorado pela  administração municipal. Não conta que o Conselho Municipal de Saúde de São Paulo tenha dado seu aval aos inúmeros contratos de gestão lavrados com OS pela administração municipal. Há, aqui, no mínimo um conflito entre legislações, que precisa ser resolvido sem prejuízo para a população. Apesar de ainda incipiente, o controle do SUS é uma conquista histórica que não deve sucumbir diante dos imperativos do mercado.
Passemos agora para o outro lado, isto é, o lado de quem ocupa um posto que tem como missão principal à defesa dos indígenas, em nossa paráfrase. Trata-se do ministro da saúde, Dr. Alexandra Padilha. A mídia tem-lhe sido pródiga.
Temos acesso AL um sem número de suas entrevistas, bem como pudemos assistir a uma de suas palestras .
Ainda antes de ser ungido, Dr. Padilha assinou um manifesto em favor da candidata à presidente, Dilma Roussef, em que se afirmava que tal lapoio se dava por “não apoiarmos as políticas de desmantelamento do Estado como a privatização do patrimônio público e a terceirização da atenção à saúde, implementadas por  Fernando Henrique Cardoso  entre 1994 e 2002, que não obtiveram êxito nem em elevar a capacidade produtiva do Brasil nem em melhorar a qualidade de vida de nossa gente.
Do documento orientador para os debates da 14ª Conferência Nacional de Saúde, de responsabilidade do Ministério da Saúde e do Conselho Nacional de Saúde, selecionamos o seguinte trecho:
‘De acordo com os preceitos constitucionais do SUS, a prerrogativa e responsabilidade da gestão e gerência não podem ser transferidas ou  terceirizadas para outras esferas de direto privado e alternativas de melhor gerenciamento, regulação e prestação de serviços devem ser equacionadas e produzidas sob a responsabilidade  pública”.
Esses posicionamentos parecem muito claros, não permitindo margem para tergiversação. No entanto, nos últimos 8anos, no município de São Paulo e em vários outros da região metropolitana , o que se viu foi exatamente o contrário. Não se restringiu aos governos não alinhados ao partido do presidente Lula, mas em inúmeros casos isso se deu em municípios governados pelo próprio PT, os autores de mencionado artigo em defesa das OS usam tal fato como argumento de defesa.
O alegado  desafio de aumentar a eficiência e eficácia dos investimentos e séricos públicos se choca contra evidências inequívocas: a maioria dos jovens burgueses e de classe média anseia frequentar as universidades públicas, por sua reconhecida excelência: há Joe, no município de São Paulo, incontáveis equipes de PSF sem  a presença do médico , apesar de serem objeto de contrato de gestão com OS. Aliás, várias OS têm em seu quadro de RH, em postos-chave, sanitaristas oriundos da administração direta,k onde, supostamente, não demonstravam  a mesma eficiência e a mesma eficácia.
Voltemos ao caro ministro, Dr. Padilha. Em uma de suas entrevistas, afirma sua convicção com veemência: “defendo o SUS  como um projeto público, permanentemente público, que seja voltado para o usuário e tenha controle permanente” Será que ele acha que a ausência de médico na equipe do PSF condiz com sua defesa de um SUS voltado para o usuário? Claro que não, podermos afirmas sem medo de errar. Será que ele concorda com os malabarismos engendrado pelos autores do artigo em defesa das OS para justificar o controle social (contole de administração, conselho fiscal, auditoria independente, prestação de contas ao órgão parceiro do poder público, Tribunal de Contas, publicação de relatórios financeiros e de execução? Mas nenhuma palavra sobre Conselho Municipal de Saúde. Aqui, já não temos tanta certeza sobre a convicção do Dr. Padilha. Por que será que o Conselho de Saúde foi excluído dessa longa lista? Será uma medida preventiva para não ter que prestar contas com aquele que é , de fato, o mais interessado na questão, isso é, o usuário mencionado pelo  Dr. Padilha?
Na mesma entrevista, o ministro tangencia a questão da presença das OS, advogando a tese da não ideologização do debate. “Acredito que qualquer modelo gerencial tem que respeitar o conjunto de diretrizes do SUS”, afirma. Continua sua análise apontando realidades com as quais não concorda: “inclusive em relação aos modelos estatais, porque tem muito modelo estatal que não é público; que não tem anda de controle social; onde os trabalhadores são menos valorizados do que trabalhadores que têm vínculo com fundações ou  com organizações que não necessariamente estatais”. Reafirmando sua posição, diz: “por isso, acho que esse debate não tem que ser ideologizado, nesse sentido de confronto entre o estatal e não estatal. O debate tem que ser o  SUS como projeto público, voltado para o usuário,com controle social permanente, e onde processo de valorização do gestor e dos trabalhadores tem que existir”
Parecesse que o ministro vê uma segmentação no interior da ideologia, como se fosse possível a instituição vinculada à lógica do capital o fragmentos regidos pela lógica do trabalho. Não há evidências de que tal organização social seja possível. Como imaginar que uma instituição que pauta sua missão na lógica do sistema medicalizado e hospitalocêntrico com fortes vínculos com forte a indústria de equipamentos e de fármacos possa gerenciar um verdadeiro programa de promoção da saúde, como deveria ser o PSF? Não há, certamente, no âmbito de tal instituição, espaço para essa tarefa diretamente associada ao fenômeno da emancipação. Como imaginar que ela, em um de seus segmentos, vá trair seus parceiros fiéis. Ora, não há como não ideologizar o debate!
É claro, no entanto, que o verdadeiro debate talvez não seja mesmo o travado entre o estatal e o não estatal, se estivermos diante de um Estado que também se orienta prioritariamente pela lógica do capital. Que também se preocupa em dinamizar a economia (uma necessidade) dando prioridade à expansão da indústria automobilística, em visível detrimento da indústria ligada ao transporte coletivo (uma poção discutível).
Talvez seja a hora de ideologizar o debate neste sentido, ou seja, colocando no centro dele, como diz o ministro, o usuário, ou melhor ainda, o cidadão excluído das benesses que o Estado/capital tem distribuído aos seus mais próximos.
A quem interessa um sistema de saúde medicalizado e hospitalocêntrico? A quem interessa a  alienação gerada por ele e que o alimente? É preciso não ter medo da ideologização, mas é preciso colocá-la no devido lugar,
Navegar é preciso; viver é tão preciso quanto. Qualquer que seja a semântica!
Pesquisa da Internet.
Observação do administrado do blog: O Dr. Nelson Bedin pertence a família da 1ª história do blog, Neto de Bonaventura e Maria Bedin.

15 de abril de 2014

Postagem 084 

 FAMÍLIA BEDIN

Volnei Roberto Bedin (nascido em 23 de novembro de 1959)

Volnei Roberto Bedin nasceu 23 de novembro de 1959 em Abelardo Luz. Casou-se com Marcia Isabel Pereira em 25 de outubro de 1980, filha de Marcos Leonel Pereira e Nilva Jasper . Mais Sobre Volnei Roberto Bedin e Marcia Isabel Pereira : Casamento: 25 de outubro de 1980 crianças de Volnei Roberto Bedin e Marcia Isabel Pereira são:

  1. Aline Pereira Bedin , b. 26 de abril de 1981.
  2. Fellipe Pereira Bedin , b. 15 julho de 1983.
Pesquisa da Intenet

Postagem 083


CURIOSIDADE


HISTÓRIAS DE ANIMAIS E AMIZADE

histórias de animais e de amizade Autor: Michela Bedin

Título: HISTÓRIAS DE ANIMAIS E AMIZADE

Editor: Edições Mel








Quatro histórias que contam as histórias de animais e sua amizade. Diferentes aventuras que os animais devem ser enfrentados com coragem e determinação. Graças aos esforços e com a ajuda de amigos, ser capaz de superar as adversidades que o destino tem reservado para eles?

Leia também:

7 notícias para aprender a sorrir
Entrevista com Marina Galatioto, autor do livro The Storyteller
O contador de histórias, uma coleção de contos de fadas Marina Galatioto
A floresta, o Rei Leão, tigres e girafas; os animais são os protagonistas da novela Quagelli com que dar voz à realidade humana
Myniù e liberdade
Pesquisa da Internte
Postagem 082


CURIOSIDADE


Alessandro Bedin, vistas de Veneza
Alessandro Bedin, Vedute di Venezia
Artista: Alessandro Bedin
Título: Pontos de vista de Veneza
Impressora: Litografia Busato
Técnica: Litografia
Dimensões: 22 x 31 cm
Pesquisa da Internet

14 de abril de 2014

Postagem 081
BEDIN V.I.P

ALFREDO BEDIN





DADOS BIOGRÁFICOS

Alfredo BEDIN nasceu em Caxias do Sul em 18 de junho de 1922 e faleceu na mesma cidade, Rio Grande do Sul, em 29 de setembro de 2000, Era filho de Ricardo e Ingnes Vicenzi BEDIN. Casou-se em 09 de junho de 1945 com Maria Idê Buffon BEDIN. Desta união vieram os filhos Luiz Ricardo (in memorian) , Maria Tereza, Roberto Braz, Andre Paulo, Eliana Maria, Felipe, Fernando José, Isabel Inês, além de 16 netos e dois bisnetos.

Alfredo BEDIN estudou nos colégios São José e N. Sra. Do Carmo, em Caxias do Sul, e no Júlio de Castilhos, em Porto Alegre, onde ingressou no curso de Medicina. Obrigado a abandonar o curso em função da enchente de 1942, que penalizou o estado como um todo, retorna a Caxias do Sul e passa a trabalhar com seu pai no Armazém BEDIN.

Começou a lida artística em 1947, tendo desenhado, pintado,  e gravado por mais de 53 anos. Em 1962 fez curso na Escola De Belas Artes em Caxias do Sul, quando experimentou vários materiais, lápis, aquarela, caneta esferográfica, pastel, tinta óleo e acrílica, além de utilizar vários tipos de suporte: cartolina, papel sulfite, tela, Eucatex e tudo mais que apresentasse superfície plana.

Para ele tudo era suporte para trabalhar.

Assim como utilizou vários materiais, experimentou diversas técnicas e temáticas. São monotipias de naturezas mortas, nus, retratos em nanquim, paisagens com óleo, entre outros bem sucedidos experimentos. Pintou também duas vias-sacras, uma delas calcadas em Aldo Locatelli, para a igreja da comunidade Jesus de Nazaré, no bairro Rio Branco.

Alfredo BEDIN produziu mais de 8 mil trabalhos. Grande apreciador e apaixonado pelas artes considerava Rembrandt o maior pintor de todos os tempos.

MARIA IDÊ BUFFON BEDIN

Me chamo Maria Idê Buffon BEDIN, filha mais nova de onze irmãos.

Meu pai se chamava Luiz Buffon e minha mãe Elisabetha Tomé Buffon, sendo que três filhos eram do primeiro casamento do meu pai com Rosa Tomé, irmã de minha mãe, que veio a falecer algum tempo depois. Nasci no distrito de Ana Rech, em Caxias do Sul, no dia 20 de maio de 1925.

Meu pai tinha uma ferraria em Ana Rech que juntamente com seus empregados faziam facas, ferraduras e outros objetos.

Como a família era grande, já que minha mãe assumiu os três filhos de sua irmã, apenas cuidava da casa e dos afazeres domésticos.

Após um tempo, com 53 anos, meu pai faleceu com complicações pulmonares e cardíacas.

Alguns meses depois, a casa de Ana Rech foi vendida para a Prefeitura, onde hoje fica a praça central do distrito e vim morar no centro de Caxias do Sul, juntamente com minha família.

Para sustentar a casa, meus irmãos começaram a trabalhar na Metalúrgica Abramo Eberle onde mais tarde com 14 anos também passei a trabalhar.

Em 1942, Alfredo BEDIN que trabalhava no armazém de seu pai começou a me observar, já que eu era vizinha. Tempos depois o primeiro contato com o qual Alfredo muito gentilmente me ofereceu uma bala, começamos a namorar. Nessa época eu estava com 17 anos e ele com 20 anos. O namoro seguiu lentamente, pois Alfredo era muito tímido, tanto que o primeiro beijo só aconteceu após seis meses de namoro sério.

Em 08 de junho de 1945 nos casamos na Catedral Diocesana às 06 h30min da manhã e a recepção aconteceu na casa de minha mãe onde às 08h30min da manhã seguimos em lua de mel para Porto Alegre, onde nos hospedamos no hotel Avenida. Após a lua de mel, Alfredo voltou a trabalhar no armazém com seu pai onde ficou até pouco tempo após seu falecimento com apenas55 anos. Ainda no armazém, bastava um tempo livre para ele rabiscar seus esboços, paixão pela pintura que sempre teve. Lá também conheceu um senhor italiano, Eugenio Coletti, que o ajudava dando noções sobre pintura e opiniões sobre seus desenhos.

Sempre cuidei da casa e em 29 de novembro de 1946 nasceu nosso primeiro filho Luiz Ricardo. Depois vieram Maria Teresa, Roberto Brás e André Paulo.

Vendo esta paixão pela arte resolvi conversar com a diretora da Escola de Belas Artes, onde hoje funciona a Casa da Cultura, para que ele começasse a frequentar as aulas de arte. Mas com o tempo Alfredo teve que abandonar as aulas para me ajudar, pois não estava dando conta do armazém e quatro filhos pequenos. Após vieram nossos filhos Eliana Maria, Fernando José e Isabel Inês.

Alfredo era muito dedicado, um pai exemplar, sempre auxiliando-os, e aconselhando-os no que era preciso, principalmente no que dizia respeito ao caráter, responsabilidade e honestidade. Já como esposo, melhor não poderia ser: um marido compreensivo, amigo, sempre disposto a me ajudar na criação dos filhos e até nos afazeres diários, já que era  doceira e fazia tortas sob encomenda.

Nas nossa casa havia um sótão muito grande, muito bom, então ali montou seu ateliê  e começou a pintar por conta própria, sempre pedindo minha opinião sobre seus trabalhos.Pintava até cansar, era incrível. Bastava abrir o jornal e ver uma figura, uma paisagem que lhe chamasse atenção que ele subia para seu ateliê e pintava. Adorava presentear as pessoas, filhos e netos com suas obras e chegou a vender algumas.

Em dezembro de 1962 Alfredo foi trabalhar no Pastifício Caxiense, onde desempenhava função de escriturário. Permaneceu nesta empresa até junho de 1979, quando se aposentou com quase 37 anos de trabalho comprovado. Queríamos ter viajado mais, mas ele não se dispunha para isso. Mas foi através de nosso filho Fernando José, que na época morava em São Paulo, que tivemos a oportunidade de conhecer a cidade, os museus de arte, A Bienal e todos os lugares que diziam respeito a pinturas e esculturas.

Em 29 de maio de 1992, aos 45 anos, faleceu nosso primeiro filho, Luiz Ricardo, que por falta de diagnóstico correto teve impossibilitada a reversão do caso.

Após ter diagnosticado um câncer de próstata, em dezembro de 1998, Alfredo continuou suas pinturas até o dia em que seu corpo não mais aguentou. Quando eu estava descendo as escadas de minha casa, Alfredo me disse: “Não dá mais.Não posso mais continuar com as pinturas”. Dias depois ele foi para o hospital onde permaneceu internado por 40 dias. Durante este período foram feitas várias cirurgias, sempre aos cuidados dos filhos, genros, noras e netos, na expectativa de uma melhora. Infelizmente Alfredo faleceu no dia 29 de setembro de 2000.



Extraído do livro Alfredo BEDIN. Memória e arte caxiense.



Postagem 080
ESTATISTICA DO GOOGLE DO BLOG WWW.FAMILIABEDIN.BLOGSPOT.COM.BR

PAISES QUE VISITARAM O BLOG.

001 - AFRICA DO SUL --------036 - EMIRADOS ARAB.UNIDOS------071 - MONGOLIA-----------
002 - ALEMANHA -------------037 - ESLOVAQUIA-------------------------072 - NEPAL------------- 003 -  ANDORRA ---------------038 - ESPANHA -----------------------------073 - NICARAGUA-
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021 - BRUNEI-----------------------056 - IRLANDA-----------------------------091 - SUÉCIA-----
022 - BULGARIA ------------------057 - ISLANDIA----------------------------092 - SRI-LANKA------
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025 - CASAQUISTÃO -------------060 - JAPÃO---------------------------------095 - TAI-WAN-----
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027 - CHINA -------------------------062 - LIBANO-------------------------------097 - TUNISIA-----
028 - CINGAPURA------------------063 - LUXEMBURGO---------------------098 - TURCOMENIST.-
029 - COLOMBIA--------------------064 - MACAU-------------------------------099 - TURQUIA-----
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031 - COSTA RICA ------------------066 - MALASIA----------------------------101 - UGANDA------
032 - COSTA DO MARFIM---------067 - MARTINICA-------------------------102 - URUGUAI--------
033 - DINAMARCA------------------068 - MÉXICO------------------------------103 - UZBEQUISTÃO-
034 - EGITO ---------------------------069 - MOÇAMBIQUE---------------------104 - VENEZUELA--
035 - EQUADOR ---------------------070 - MOLDAVIA---------------------------105 - VIETNÃ------
                                                                                                                             106 - PANAMA
                                                                                                                              107 - NIGÉRIA
                                                                                                                              108 - MALDIVAS
                                                                                                                              109 - GABÃO
                                                                                                                              110 - R.SECHELES                                                                                                                                  111 - MARROCOS                                                                                                                                    112 - MAYOTTE                                                                                                                                      113 - GUADALUPE
                                                                                                                              114 - NIGÉRIA
                                                                                                                              115 - POLINESIA FR.
                                                                                                                               116 - BURUNDI
                                                                                                                               117 - TOGO