26 de setembro de 2019


Postagem 2.728
BEDIN V.I.P.

DON DOMÉNICO BEDIN 


Don Domenico BEDIN


Fundo para integração à polícia e penitenciária locais. Don Bedin: "O preconceito é fortalecido"
O padre propõe alocá-los à criação de um grupo de treinadores ao serviço de todas as instituições


Don Domenico BEDIN

de Dom Domenico BEDIN

Os fundos Fami ( fundo de migração e integração de asilo ) que o Município de Ferrara encontrou da administração anterior, de acordo com os avanços de Lodi e Coletti, gostariam de gastar para dar mais profissionalismo e serviços à polícia de trânsito e à Polícia Penitenciária, em contato diário. com imigrantes.

São fundos que devem ser usados ​​para integração e para treinar operadores públicos e privados envolvidos neste setor.

Na minha opinião, focar nessas duas categorias dedicadas à prevenção, ordem, segurança e contenção de pessoas desviantes me parece muito restrito e, acima de tudo, reforça o preconceito de que a imigração é uma delinquência ou algo assim.

Se os cidadãos estrangeiros da província são 10%, aos quais se somam os que já se tornam italianos, se considerarmos que muitos negócios e lojas de artesanato, trabalhadores agrícolas e trabalhadores do turismo são estrangeiros, se nas escolas as crianças estrangeiras forem as 40/50%, se você entende que são principalmente jovens, por que torná-lo apenas uma questão de segurança?

Os operadores públicos e privados que diariamente interagem e interagem com migrantes de todo o mundo somos todos nós em todos os setores: administração, negócios, escola e voluntariado.

Para mim, a urgência e o maior investimento devem ser feitos na escola no treinamento permanente de apoio aos professores, mas à medida que todos os setores da comunidade Ferrara são afetados (saúde, serviços, esporte, paróquias, policiais, empresas , etc.) precisamos procurar uma ferramenta transversal eficaz

Você pode simplesmente criar um pool de treinadores para servir qualquer organização, se eles desejarem.

Certamente precisamos de uma figura que conheça bem a consistência e a história da emigração em nosso território. É preciso alguém para explicar as diferentes visões da vida que cada grupo étnico, cultural e religioso representa. Alguém que conhece as línguas e formas mais significativas de representar a realidade entre nós. Alguém que sabe relacionar os sistemas legais e organizacionais das sociedades de origem dos migrantes com as nossas regras.

Acima de tudo, precisamos de uma figura que nos ensine a nos relacionar de maneira pacífica e ao mesmo tempo firme e clara com todos que encontramos todos os dias. Ensinar que aqueles que são diferentes de nós não são primariamente (quase nunca) um inimigo, mas uma oportunidade de ampliar nossos horizontes culturais, de amizade, econômicos e por que não emocionais. Homens e mulheres imigrantes que prestam seu testemunho para explicar as oportunidades e as armadilhas do caminho da migração devem estar envolvidos.

Os fundos da Fami seriam bem gastos se órgãos administrativos, organizações econômicas e o terceiro setor pudessem ser constantemente formados graças a essa "escola itinerante" disponível para todos. Temos na cidade, tanto no nível universitário quanto nas diversas figuras profissionais, as pessoas que estudam e praticam esse esforço de diálogo e integração do paciente, mas cheio de futuro há décadas.

Tradução:Google
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25 de setembro de 2019



Postagem 2.727
BEDIN V.I.P.

LAURA BEDIN DENARDI



Laura BEDIN Denardi

Professora palestrou em Amsterdam


Sua palestra ocorreu no dia dois de julho


Professora Laura/ Foto: divulgação

A professora do curso de Farmácia, Laura BEDIN Denardi, ministrou palestra em congresso internacional. O Congresso da Sociedade Internacional de Micologia Humana e Animal (ISHAM) é realizado a cada três anos e proporciona aos cientistas das áreas de saúde uma excelente oportunidade de se encontrarem em um fórum internacional dedicado ao estudo da micologia. É considerado o Congresso Internacional mais importante da área, contando com a participação de pesquisadores renomados de todo o mundo.

O evento aconteceu de 28 de junho a quatro de julho em Amsterdam, Países Baixos. A palestra foi ministrada no dia dois de julho no ISHAM.

O título da palestra foi "First report of azole-resistant Aspergillus fumigatus harboring TR34/L98H and M220R in Brazil" (Primeiro relato de Aspergillus fumigatus resistente a azólicos contendo mutações TR34/L98H and M220R no Brasil).

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24 de setembro de 2019


Postagem 2.726
BEDIN V.I.P.

GINO BEDIN 


Gino BEDIN 

«Vamos trabalhar para resolver o problema»

"É um problema que conhecemos há anos e está prejudicando os agricultores e os operadores do setor". Assim começou Carlo Colalto, presidente da área de caça do sul de Vicenza, que inclui uma área de 33 municípios. «Entendo e compartilho a preocupação do vice-prefeito Gino BEDIN, mas há outro alarme que deve ser destacado: o excesso de javalis na região de Berici é um perigo, mesmo para quem atravessa as estradas nas montanhas ou nas colinas. Temos de agir rapidamente e mudar o método de ação, aumentando o número de operadores envolvidos na erradicação de javalis ». Colalto confirma o que foi denunciado com força por BEDIN em relação à não matança de espécimes e fêmeas menores por alguns caçadores. "Eu assumo a responsabilidade pelo que digo, mas tenho certeza de que alguns operadores deliberadamente atendem menos às indicações que damos a eles. Estamos trabalhando para criar novas equipes, juntamente com a região e a província ».

Tradução:Google
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23 de setembro de 2019

Postagem 2.725
BEDIN V.I.P.

GINO BEDIN 


Gino BEDIN
Gino-BEDIN

Invadido por javalis

«Culpa dos negócios de certos caçadores»


Alguns trabalhadores de erradicação evitam cortar éguas e filhotes para garantir renda futura. ARQUIVO

ARCUGNANO. Uma invasão de javalis nas colinas Berici. Devido à falha, também, de certos caçadores que ganham dinheiro com o abate. A forte queixa é de Gino Bedin, vice-prefeito de Arcugnano que, em uma carta endereçada ao Território Sul de Vicenza, expressa todo seu desapontamento com a gestão que os caçadores estão enfrentando na contenção e erradicação do javali nas colinas Berici. . "Os javalis - declara BEDIN - estão devastando as Colinas Berici: nada pode ser cultivado e o que você cultiva irá destruí-lo. Alguns anos atrás, promovemos o plano de erradicação regional. Decidimos confiar esse plano aos caçadores, envolvendo a área de caça de Vicenza Sul. Conseguimos treinar mais de 250 caçadores. Pensamos que tínhamos resolvido o problema e, em vez disso, a situação degenerou. Caçadores autorizados pensaram em se juntar e formar pequenos grupos para caçar, vendo uma oportunidade de negócio: eles vendem carne, armas, viseiras noturnas. Eu testemunhei o fato de que muitos deles pararam de matar as fêmeas porque eram éguas e pararam de matar os filhotes, porque, uma vez crescidos, podem ser mortos e vendidos

". Segundo BEDIN, alguns caçadores teriam traído os pactos. "É um problema que sabemos - confirma Carlo Colalto, presidente da área de caça de Vicenza Sud - e está prejudicando os agricultores e os operadores do setor. Entre outras coisas, o excesso de javalis na área de Berici é um perigo, mesmo para quem atravessa as estradas nas montanhas ou nas colinas ». Caçadores autorizados pensaram em se juntar e formar pequenos grupos para caçar, vendo uma oportunidade de negócio: eles vendem carne, armas, viseiras noturnas. Eu testemunhei o fato de que muitos deles pararam de matar as fêmeas porque eram éguas e pararam de matar os filhotes, porque, uma vez crescidos, podem ser mortos e vendidos ".

 Eu testemunhei o fato de que muitos deles pararam de matar as fêmeas porque eram éguas e pararam de matar os filhotes, porque, uma vez crescidos, podem ser mortos e vendidos ". Segundo Bedin, alguns caçadores teriam traído os pactos. "É um problema que sabemos - confirma Carlo Colalto, presidente da área de caça de Vicenza Sud - e está prejudicando os agricultores e os operadores do setor. Entre outras coisas, o excesso de javalis na área de Berici é um perigo, mesmo para quem atravessa as estradas nas montanhas ou nas colinas ». oportunidades de negócios: carne, armas e óculos de visão noturna são vendidos. Eu testemunhei o fato de que muitos deles pararam de matar as fêmeas porque eram éguas e pararam de matar os filhotes, porque, uma vez crescidos, podem ser mortos e vendidos ".

 ". Segundo BEDIN, alguns caçadores teriam traído os pactos. "É um problema que sabemos - confirma Carlo Colalto, presidente da área de caça de Vicenza Sud - e está prejudicando os agricultores e os operadores do setor. Entre outras coisas, o excesso de javalis na área de Berici é um perigo, mesmo para quem atravessa as estradas nas montanhas ou nas colinas ». porque, uma vez crescidos, podem ser mortos e vendidos ". Segundo Bedin, alguns caçadores teriam traído os pactos.

"É um problema que sabemos - confirma Carlo Colalto, presidente da área de caça de Vicenza Sud - e está prejudicando os agricultores e os operadores do setor. Entre outras coisas, o excesso de javalis na área de Berici é um perigo, mesmo para quem atravessa as estradas nas montanhas ou nas colinas ».

Tradução:Google
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21 de setembro de 2019


Postagem 2.724
BEDIN V.I.P.

PROF. DR. VALCINIR BEDIN 






- Médico pela Universidade de São Paulo - USP
- Mestre e Doutor em Medicina pela UNICAMP
- Prof. convidado da Universidade Vadois - Lausanne-Suiça
- Prof. e Coordenador do Curso de Pós Grad. em Derma. e em Med. Estética da FTESM - FPS - SBME
- Ex-professor da Faculdade de Medicina de Jundiaí
- Presidente da regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Medicina Estética
- Presidente da Sociedade Brasileira para Estudos do Cabelo
- Diretor do Instituto de Pesquisa e Tratamento do Cabelo e da Pele
- Diretor do CIPE - Centro Integrado de Prevenção do Envelhecimento
- Ex-delegado do Conselho Regional de Medicina de São Paulo



Diretor do Instituto de Pesquisa e Tratamento do Cabelo e da Pele  


Valcenir Bedin responde tudo sobre queda de cabelo


Má alimentação e deficiência em nutrientes, vitaminas e sais minerais, disfunção hormonal e problemas genéticos são algumas causas da queda de cabelo. Veja a entrevista com Valcenir 
BEDIN, médico especialista em dermatologia, e presidente da Sociedade Brasileira do Cabelo.



O que causa a queda de cabelo?

Valcenir BEDIN – Didaticamente podemos dizer que três grupos de motivos podem levar à queda de cabelo. Primeiro, um distúrbio metabólico nutricional. Por falta de nutrientes, vitaminas, sais minerais, pode haver queda. Segundo, um problema metabólico hormonal, no qual disfunções  hormonais da tiroide, hipófise, suprarrenal ou ovários, podem levar ao problema. Por último, pode haver um problema genético, que leva à calvície.

Falta de vitaminas e má alimentação influem?

Valcenir BEDIN – Sim. Isso é muito comum. Dietas severas podem levar à queda.

O estresse é um dos motivos?

Valcenir BEDIN – Sim. O estresse compete com a entrada de nutrientes na raiz do cabelo e dificulta o crescimento e pode levar à queda.

A queda de cabelo pode ser alinhada ao uso contínuo de químicas como, por exemplo, tintura e progressiva?

Valcenir BEDIN – Não. Com agressões químicas graves podemos ter uma quebra dos fios, que se confunde com a queda.

Está relacionada ao uso incorreto de produtos capilares?

Valcenir BEDIN – Dificilmente um produto externo pode causar queda de cabelo. Normalmente, o que se vê com produtos inadequados é uma quebra dos fios.

Como notar que a queda do cabelo está alinhada à quebra do fio?

Valcenir BEDIN – Ao invés de se ver uma rarefação, que é mais comum na queda, o que vemos na quebra dos fios é a presença de fios de tamanhos variados e quando vistos após a queda não apresentam aquela pontinha esbranquiçada, chamada de mucina.

Quando devemos procurar um dermatologista ou tricologista?

Valcenir BEDIN – Toda vez que tivermos um problema que não possa ser resolvido com os produtos que temos à mão devemos procurar ajuda especializada.

Quais ingredientes são indispensáveis na formulação dos produtos de uso diário? O que xampu e condicionador precisam ter para controlar a queda de cabelo?

Valcenir BEDIN– O ideal é que se escolha uma linha adequada ao tipo de fio e que dê ao couro cabeludo uma condição adequada de limpeza e saúde. Lembrar que misturar linhas não é bom, pois elas são feitas para se complementarem.

E quais ativos são indispensáveis na formulação para controlar a quebra dos fios?

Valcenir BEDIN – Produtos que tenham na sua composição elementos que fortaleçam os fios. Um bom exemplo são os derivados do silicone ou com vitaminas que deixem os fios mais resistentes.

É possível estimular o crescimento dos fios? Quais ingredientes são necessários na formulação para garantir um bom resultado?

Valcenir BEDIN – Quando colocamos nos produtos elementos que são constituintes dos fios como vitaminas, aminoácidos e sais minerais. Isso ajuda a fazer mais fios e a estimular os que já existem.

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Postagem, 2.723
BEDIN V.I.P.

GIANFRANCO BEDIN 


Gianfranco BEDIN
Jogador de futebol do Inter de Milão


Gianfranco BEDIN
Ex jorador do futebol do Inter de Milão

Previsão Milan-Inter / BEDIN: tudo pode acontecer em San Siro! (Exclusive)
2019/09/21- int. Gianfranco BEDIN


Previsão Milan-Inter: entrevista exclusiva com Gianfranco Bedin, com vista ao Madonnina Derby, no 4º dia da Série A.


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Previsão Milan-Inter Milan (LaPresse)

Esta noite, apenas no quarto dia da Serie A às 20h45 no San Siro, começa o desafio entre Milão e Inter, o tão esperado Derby de Madonnina. Também desta vez nos deparamos com uma partida muito quente: afinal, os Nerazzurri do Conte chegam fortes desde a primeira posição na classificação, mas também após o triste empate na Liga dos Campeões com a Slavia Prague . Os rossoneri de Giampaolo estão igualmente motivados , que certamente ainda não estão totalmente convencidos neste primeiro remanescente da temporada da Série A, apesar de terem vindo do sucesso contra Verona. Certamente, do ponto de vista técnico, o Inter é o favorito hoje à noite, mas o derby sempre começou por si mesmo, quem sabe como será hoje à noite! Para apresentar Milan-Inter , stracittadina milanesa para a série A, ouvimos Gianfranco BEDIN: aqui está nesta entrevista exclusiva ao ilsussidiario.net.

Como você vê esse derby Milan-Inter? O derby é sempre um jogo em particular, que escapa a todas as previsões, um jogo em que tudo sempre pode acontecer!

Para Giampaolo, uma partida a não perder. Por que dizer isso, estamos apenas no início da temporada e levará tempo para julgar Giampaolo. Só teremos que vê-lo daqui a pouco, pois já funcionou aqui em Milão ...

Qual Milão você espera? Eu também acredito que ambas as equipes começam com a intenção de jogar as duas partidas.

Bennacer nas onze iniciais de Milão?
Não sei, será Giampaolo quem decidirá quem jogar, considerando que Bennacer vem do Empoli. Uma coisa é jogar no Empoli, uma conta em Milão, no Milan, onde sempre há muita pressão sobre um jogador.

A Inter pode sentir o cansaço dos campeões? Acho que não, no final, não são os esforços de um jogo da Copa que determinam o resultado de um derby. A cobrança, a adrenalina para essas importantes reuniões, sempre faz os jogadores se recuperarem.

Barella - Alexis Sanchez para um Inter dos campeões. Existem eles, existem tantos jogadores fortes no Inter. O mesmo Politano resoluto pode ser decisivo neste jogo.

Piatek - Lukaku homens jogo ? No final, os derbies também podem ser decididos por um zagueiro, não necessariamente um atacante, para marcar o gol decisivo.

Onde será decidida a reunião? O que importa é a cabeça, encarar mentalmente um clássico da melhor maneira decidirá o Milan - Inter.

Sua previsão sobre o Milan-Inter? Vejo um triplo para o derby, é claro.

(Franco Vittadini)

Traduç]ao:Google
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20 de setembro de 2019

Postagem 2.722
BEDIN V.I.P.


LUCIANO BEDIN DA COSTA 


Luciano BEDIN da Costa 


Como "Ensinar" Criatividade


Entender a importância da criatividade e como ela pode ser estimulada no processo educacional permite à escola estar mais conectada com o mundo contemporâneo   Gabriel Jareta
Toda vez que vai lecionar para uma das turmas de licenciatura na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS), o psicólogo Luciano BEDIN da Costa recorre a uma ideia do filósofo alemão Friedrich Nietzsche para se preparar. "Na sala, gosto de pensar que estou diante de um 'campo de forças'. Apesar de todas as regras e normas, das carteiras uma atrás da outra, imóveis, nada está parado. Eu, como professor, sou mais um ponto entre esses outros tantos pontos em movimento", conta. Por mais curioso que possa parecer num mundo onde a regra é a superexposição a estímulos de toda ordem, num primeiro olhar a sala de aula ainda permanece como um local de relações baseadas num modelo secular, com pouco espaço para o pensamento criativo, para a expressão artística e para a brincadeira. "Com o decorrer do tempo, o espírito da seriedade vai se tornando maior. A criança, quando brinca, olha para o seu entorno, mas isso deixa de acontecer na medida em que nos tornamos mais velhos", diz o professor, doutor em educação pela mesma instituição em que leciona.
Estimular a criatividade no cotidiano da sala de aula é um desafio quando nem o currículo nem a própria organização escolar são pensados neste sentido. Mesmo assim, é possível trabalhar de forma que o processo de criação caminhe em paralelo ao conteúdo das disciplinas - favorecendo não só o aprendizado, mas a busca por saídas diferentes.
"Há culturas que estimulam a criatividade, mas, de modo geral, a nossa mais reprime que estimula. Apesar disso, penso que estamos acordando para essa necessidade", diz a pesquisadora Eunice Vaz Yoshiura, presidente do Centro Interuniverstário de Estudos da Criatividade (Ciec), ONG sediada em São Paulo que oferece cursos e grupos de estudo sobre o tema.
Embora a ideia geral acerca da criatividade seja bastante clara, circunscrever esse conceito ou tentar explicar como se dá o processo criativo exige trânsito por diversos campos do conhecimento. "A criatividade é um fenômeno complexo, envolve as neurociências, a psicologia, a filosofia, a estética, entre outras ciências. Mesmo assim, a criatividade é algo constitutivo, é um traço essencial do ser humano, todos somos criativos em diferentes graus. Desde bebês já somos capazes de simbolizar", diz Eunice. O método com que ela trabalha, por exemplo, procura estimular tanto questões cognitivas quanto questões emocionais. "Você pode ensinar alguma coisa de cima para baixo, como uma verdade absoluta, assim como fazer o aluno descobrir por si próprio", aponta.
Hemisférios
"A criatividade humana tem vínculos com as características de nosso cérebro", explica o psiquiatra e escritor Mauro Maldonato, da Universidade de Basilicata, Itália. Do ponto de vista fisiológico, o cérebro humano opera em dois hemisférios: o esquerdo está ligado às funções lógico-simbólicas, como as estruturas e funções da linguagem, enquanto o hemisfério direito trabalha com as emoções e a criatividade. "A habilidade do cérebro de formar imagens mentais e recombiná-las prismaticamente em associações lógicas e fantásticas é o fundamento da criatividade, esfera psíquica em que elementos lúdicos se entrelaçam a processos lógicos, na ausência dos quais seria impossível dar qualquer resposta inovadora, lançar qualquer olhar insólito para a realidade ou mesmo extrair novos dados a partir de elementos aparentemente óbvios", afirma. Para Maldonato, é possível criar contextos para estimular o desenvolvimento da criatividade, embora não exista uma regra a esse respeito. "Muitas evidências apontam para o fato de que a inteligência criativa não vai avante de maneira sistemática, mas aos saltos, por analogia e divergência, e não por meio de estratégias convergentes", aponta.
Para chegar a essa conclusão, Maldonato recorre a casos conhecidos na história das ciências que ilustram a presença de um importante componente emocional mesmo nas "atividades cognitivas mais estruturadas": o matemático alemão Karl Friedrich Gauss (1777-1855), criador das geometrias não euclidianas, declarou que a existência de uma geometria distinta da tradicional lhe foi revelada em um "verdadeiro clarão". Já o químico Friedrich August Kekulé (1829-1896) contou que a fórmula da estrutura cíclica do benzeno, sobre a qual ele já trabalhava havia muitos anos, surgiu durante um curioso sonho em que uma serpente mordia a própria cauda.
Formação estética
Embora na prática escolar a criatividade esteja quase sempre associada às aulas de artes, esses exemplos célebres fortalecem a ideia dos pesquisadores do tema de que o processo criativo pode estar associado a disciplinas menos afeitas à expressão emocional. "Há uma tendência de pensar que a criação está ligada à bela forma, mas isso não é verdade. A criação não está ligada a um produto, ao guache numa folha de sulfite, mas sim a uma relação que se estabelece", diz Luciano Bedin, da UFRGS. Para o psicólogo, a criatividade pode estar presente nos corredores da escola ou mesmo na "mais chata aula de gramática" e, novamente, ele recorre a Nietzsche para representar o ato criativo.
"Qualquer ser vivo tem o que ele chama de 'vontade de potência', essa capacidade de dar novos valores a si mesmo, mas para isso precisa de um meio", diz.
Andréa Vieira Zanella, do departamento de pós-graduação em psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), entende que a formação estética é fundamental para que os professores possam ser esse "meio" que possibilita o aparecimento do processo criativo em sala de aula, de maneira que essa condição esteja presente em todos os momentos do aprendizado. "O professor tem uma formação muito técnica, política e ética, mas não estética", ressalta. Na opinião de Andréa, exercitar o contato com o diferente, com o lúdico e tentar "imaginar o inimaginável" é condição para proporcionar um ambiente criativo. "A atividade de produzir algo novo, ou mostrar uma nova faceta que cause admiração, estupor, é fundamental no campo da ciência", diz. Andréa também enfatiza o que considera uma contradição: embora a escola, de modo geral, vá se fechando para a criatividade na medida em que os anos avançam, o mercado de trabalho tem demandado cada vez essa característica.
Em Santa Catarina, Andréa participa de um projeto de pesquisa que leva adolescentes de diferentes escolas públicas para circular pela cidade e entrar em contato com a arte urbana por meio do grafite e da fotografia. Dessa maneira, os alunos poderiam entrar em contato com esse "diferente", sem as amarras que ela atribui a um cansativo contexto da escolarização. Mesmo assim, diz a professora, a arte por si não vai trazer respostas nem ser a solução final para as dificuldades. "Um problema da educação é quando pega algo como panaceia. A formação do professor é complexa e a dimensão estética é apenas mais uma delas", afirma.
Para Mauro Maldonato, devido à sua função institucional e ao rígido sistema administrativo ao qual estão ligadas, as instituições escolares, em gênero, trabalham com um conhecimento "achatado" e voltado à formação de cidadãos previsíveis, no sentido contrário do mundo exterior. "Numa época de revoluções científicas, culturais, tecnológicas, enquanto tudo muda numa velocidade sem precedentes, a pretensão de um conhecimento básico nivelado e uniforme se transforma em um instrumento velho e imprestável. Para aguentar o desnorteio e o desarraigamento de um mundo em permanente mutação, os saberes básicos deveriam conter em si questionamentos de sentido, capacidade de aprendizado autônomo, possibilidades de autoeducacão", declara.
Mediação
Na prática, para fazer com que a criatividade seja um elemento presente no dia a dia da sala de aula é necessária uma abordagem em duas frentes: em relação ao professor, que deve estar disposto a encontrar alternativas de ensino, e em relação ao aluno, que precisa estar sensível aos processos de criação. Bailarina de formação, Kathya Maria Ayres de Godoy, docente da pós-graduação do Instituto de Artes da Unesp de São Paulo, acredita que a expressão artística favorece esse "estado de prontidão", em que as partes envolvidas no processo educacional estão mais receptivas. "A arte é uma via de acesso. Não vou usar a dança para o aluno aprender matemática, mas as duas podem dialogar, provocar um outro raciocínio. A proposta não é ensinar balé, mas o que o corpo pode fazer", diz.
Na opinião de Kathya, a linguagem da internet e as novas tecnologias estão provocando um outro entendimento de mundo para crianças e adolescentes: o pensamento e a resolução de problemas é mais ágil, mas o conhecimento é mais superficial. "Uma criança de 10 anos pensa de maneira muito diferente do que um professor de 30 ou 40 anos, ela compreende o mundo com outras habilidades", compara. Além disso, o mundo é fortemente visual, o que também demanda uma nova abordagem na transmissão do conhecimento. "O mundo hoje é das pessoas criativas. O professor deve ser um propositor. Não trazer para a sala de aula nada pronto e acabado, mas sim mediar."
Para Eunice Yoshiura, o computador traz novas possibilidades em relação à criatividade que nem sempre o professor está preparado para usar. "Há tanto estímulo do lado de fora e dentro da sala é um só falando. Para quem tem uma visão maior é muito cansativo ficar focalizado", observa. Algumas experiências com a robótica educacional, por exemplo, em que o aluno é responsável por encontrar a solução de um problema de maneira criativa, têm contribuído para melhorar o processo de aprendizagem e mostram que é possível inserir um componente novo à sala de aula. "Por que não estudar a física não só do ponto de vista teórico, mas também fazendo experiências práticas? A aula deve estar conectada com algo mais vivo", sugere Eunice. Resta saber em qual das hipóteses o pensamento abstrato pode ir mais longe.

Pesquisa:Internet