7 de agosto de 2018

Postagem 2.304
BEDIN V.I.P.

BRIGITTE BEDIN 


Brigitte BEDIN

Cursos EaD estimulam proatividade
Característica valorizada pelos empregadores pode ser desenvolvida com as aulas a distância. Modalidade cresceu 7% no último ano
06/08/2018


 Cursos EaD estimulam proatividade

Proatividade. A palavra do momento no meio organizacional é uma competência que pode ser desenvolvida ao longo da vida e pressupõe o engajamento na antecipação de uma determinada tarefa. Esta é uma capacidade altamente requisitada pelos recrutadores para cargos de diversas áreas e níveis organizacionais, que pode ser estimulada com cursos de Educação a Distância (EaD).

Segundo a coordenadora do curso de Gestão de Recursos Humanos da Universidade Santo Amaro - Unisa, Ma. Brigitte BEDIN, a proatividade não é uma competência nata, mas que ela pode ser desenvolvida e que, no caso da EaD, “o modelo de ensino possibilita que o aluno desenvolva a iniciativa, além da autogestão, autorregulação, gestão do tempo e racionalização do trabalho”.

A proatividade é fundamental, pois ela denota interesse e vontade. “Para o empregador são qualidades que fazem os olhos brilharem. Um funcionário proativo traz uma atuação marcante e, muitas vezes, isto se transforma em novas ideias, soluções rápidas e precisas", explica a professora BEDIN.

Nos cursos da Educação a Distância, a proatividade é um conceito amplamente trabalhado com os alunos. “Na EaD, o aluno tem a autonomia da aprendizagem. Ela apresenta um suporte educacional completo e online. Todavia, o aluno necessita desenvolver a organização - e a iniciativa - de acessar todos os recursos existentes para sua formação educacional”, afirma o pró-reitor de Educação a Distância da Unisa, Dr. Eloi Francisco Rosa.

Maurício Mayer da Silva, aluno do curso de Logística a distância, descreve que para se organizar e manter a rotina de estudos em dia, separa um “tempo durante a semana para estudar”, sobretudo quando está próximo à época das provas. “Determino as datas para estudar e entregar as atividades, conforme o calendário acadêmico”.

Crescimento

A credibilidade dos cursos EaD vem crescendo nos últimos anos. Em 2016, no último Censo da Educação Superior realizado pelo Ministério da Educação - MEC, as matrículas da EaD apresentaram um crescimento superior a 7% comparado a 2015, equivalente à fatia de 18% do total de matriculados na educação superior.

Para Rosa, o sucesso da EaD é atribuído à democratização do ensino superior. “A EaD é a maior inovação que temos hoje em termos de educação, isto pela possibilidade que ela desperta, sobretudo pelo cenário de inclusão, porque possibilita o acesso à educação de qualidade em regiões distantes, com a mesma excelência que é empregada no método Presencial”.

Pioneira na Educação a Distância

A Unisa é pioneira na EaD, quando, em 2005, lançou a primeira aula via satélite na modalidade. Desde então, está entre as mais conceituadas instituições de ensino, com credibilidade atestada pelo MEC, com nota 4 de reconhecimento, em uma escala que vai de 1 a 5.

Parte deste sucesso está associado à metodologia de ensino contemporânea, dinâmica e interativa, que estimula o aluno a construir o seu próprio conhecimento, isto por meio de diversos recursos interativos e online.

Inscrições abertas para o 2º semestre

As inscrições para as turmas de agosto já estão abertas, basta acessar o site da Unisa, www.unisa.br e escolher o curso que mais combina com você. A instituição possui mais de 40 cursos em todas as áreas do conhecimento.

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Fonte: Assessoria de Comunicação - Unisa

Pesquisa:Internet

6 de agosto de 2018

Postagem 2.303
BEDIN V.I.P.

MICHELE BEDIN 


Michele BEDIN 

Bedin e Favaro dominam o ViviBaura
Na área de Ferrara, o bombeiro de Salcus e o rodigino de Run.it são os protagonistas. Feminino ainda outro sucesso para Nadya Chubak
05/08/2018 - 18:37


Primeiro domingo de agosto com a corrida local que pára em Ferrara, em Baura. Percurso de 6,7 km para caminhada e partida competitiva e não competitiva, dado o calor do período, previsto para 9.

Corredores de protagonistas Pula em termos absolutos para esta terceira edição do "ViviBaura", o evento pista incluído no "Festival di San Lorenzo" e organizado pela Pro locais Eles ea seção atlética de Uisp de Ferrara. Eles liderou a corrida dois portadores de nossas sociedades, o bombeiro Michele BEDIN, o Salcus, que mais tarde passou a ganhar em 22'54", e rodigino de Run.it, Luca Favaro, que terminou em segundo lugar com 23', 06". Os dois se opuseram apenas à promessa do jovem Imola, Lorenzo Polverelli, que passou a ocupar o terceiro degrau do pódio; bom também o outro representante de Salcus, Marco Piasentini, colocado em quarto lugar.

Nas mulheres a relatar mais um sucesso da temporada para o ucraniano italiano Nadya Chubak, também ganhou no domingo passado no Lido de volante: como há sete dias, mesmo idênticas segundo lugar que ele foi para Giorgia Mancin, o Comacchio Correr, enquanto o terceiro a jovem Marta Ballerini chegou, também de Comacchio. Para o setor veterano masculino, o bronze de Gianfranco Boschet, do Podisti Adria, no ranking conquistado pelo bolonhês Ivano Malin. No ranking para os grupos antes do Quadrilátero Ferrara, a quarta Salcus de Santa Maria Maddalena, representação grande para o "misto" Porto Tolle-Avis Cuttack.

Próximos eventos de corrida em Polesine, próxima sexta-feira com o "Santo Lorenz Noite Trail" em Sant'Apollinare, enquanto a segunda - feira 13 de agosto ele é executado Donada Porto Viro, o "Together Franco e Luciano".

Tradução:Google
Pesquisa:Internet

5 de agosto de 2018



Postagem 2.302
BEDIN V.I.P.

CARLOS ADEMIR BEDIN CIPRO


Carlos Ademir BEDIN Cipro

Justiça suspende leilão de animais em São Carlos após ação de ativistas
Evento online promovido pela prefeitura estava marcado para segunda-feira (6).
Por Thayná Cunha, G1 São Carlos e Araraquara

04/08/2018 13h55  Atualizado há 19 horas






 Ativistas protestaram contra leilão de animais bovinos em São Carlos (Foto: Divulgação/AALAESP) 

Após polêmica nas redes sociais e ação judicial de ativistas, a Vara da Fazenda de São Carlos (SP) suspendeu um leilão de animais bovinos anunciado pela prefeitura. O evento online estava marcado para segunda-feira (6).

Vacas, bois e bezerros que foram apreendidos ou resgatados nos últimos anos seriam ofertados por valores entre R$ 480 e R$ 1,6 mil. Procurada pelo G1, a prefeitura informou que ainda não foi comunicada da decisão.

Cancelamento
O cancelamento foi resultado de uma ação judicial pedida pela Associação Brasileira de Advogados Animalistas (Abra), com base na Lei Municipal 18.059 que defende que animais de grande porte devem ser doados para entidades de proteção animal.

Segundo a decisão judicial, "o município está sujeito ao princípio da legalidade e a legislação que regulamente a matéria em questão, aparentemente, não permite o leilão para a hipótese vertente, mas sim a doação", diz um trecho da sentença.



Ativistas protestaram contra leilão de animais bovinos em São Carlos (Foto: Divulgação/AALAESP) 
Ativistas da região protestaram em frente ao paço municipal na última quinta-feira (2), com cartazes e faixas em defesa ao direito à vida do animal.

Para os ativistas, as vacas, bois e bezerros são comprados com dois objetivos: para a produção de leite enquanto for rentável ou para serem engordados.

“Ninguém compra um boi como um pet. Não existe outra opção. Mesmo que não imediatamente esses animais estão sendo entregues para a morte. No fundo, a violência começa no prato”, disse o ativista Christian Quirino Spoto.

Em um canal no Youtube, o ativista Fabio Chaves gravou um vídeo comentando sobre o assunto que gerou cerca de 7,2 mil visualizações. Por conta da polêmica, também foi feito um abaixo-assinado que contou com 3.260 mil assinaturas.



Ativistas protestaram contra leilão de animais bovinos em São Carlos (Foto: Divulgação/AALAESP)

Justiça
Na sexta-feira (3), a prefeitura defendeu a legalidade do leilão afirmando que os animais eram de sua propriedade e que o código não possuía parágrafo que proibisse a prática.

O posicionamento não foi aceito pela Abra, que entrou com ação judicial pedindo pelo cancelamento do evento.

“Essa argumentação de que não há proibição ao leilão é muito fraca, porque também não há proibição de várias coisas. Eles estão invertendo uma lógica de direito administrativo”, disse o presidente da associação, Carlos Ademir BEDIN Cipro.



Ativistas protestaram contra leilão de animais bovinos em São Carlos (Foto: Divulgação/AALAESP)

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4 de agosto de 2018


Postagem 2.301 
BEDIN V.I.P.

EDUARDO BEDIN 


Eduardo BEDIN


O recomeço do outro lado do mundo

Com a esperança de uma vida melhor e de reconstruir o que sobrou após a destruição causada por um terremoto em 2010, eles procuram no Brasil uma realidade mais justa e simples
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Homem em frente a local completamente destruído pelo terremoto em Porto Princípe, em 09 de janeiro de 2012 - Tony Belizare/AFP/VEJA

Um país e um povo em constante reconstrução. É essa a realidade da comunidade haitiana desde janeiro de 2010, quando um forte terremoto devastou o país, a vida e a esperança de muitos. Cerca de 240 mil pessoas morreram vítimas da tragédia que abalou as estruturas das cidades, destruindo casas, prédios e lembranças de toda uma vida. Uma tragédia que abalou também a esperança de uma população que já vivia à margem de condições básicas de sobrevivência e que já implorava por uma vida melhor e mais digna.

Antes mesmo de assistir a realidade mais dura de sua história, o Haiti já lutava por melhores momentos. Com uma população de cerca de 10,4 milhões de habitantes, o país caribenho procurou seguir em meio a uma guerra civil provocada por grupos de esquerda. Gradualmente, a violência se espalhava por todo o país, tirando o pouco de paz que ainda havia. Foi então que no ano 2004 uma ajuda foi enviada. Em junho daquele ano foi estabelecida a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti(Minustah), envolvendo exércitos de diversos países, entre eles o Brasil. Mais de seis mil soldados de diversas nacionalidades foram enviados para o outro lado do mundo na missão de paz de reestruturação do Haiti.


Divulgação

Com a permanência dos soldados nas ruas do país, principalmente na Capital Porto Príncipe, aos poucos se tinha a sensação de que a tranquilidade voltava a reinar. O medo que se instalou assim que os militares chegaram ao país ia, aos poucos, dando espaço a uma intensa ligação de orgulho e amizade. Com ruas mais tranquilas, era possível que se andasse sem medo. Era possível sair para trabalhar, assim como era possível ver crianças brincando e sonhando acordadas com um amanhã ainda melhor.
Mas a realidade mais dura de suas vidas ainda estava por vir e chegou com o terremoto catastrófico de 7.0 pontos de magnitude, ocorrido quatro anos atrás. Desde então, o Haiti passou a depender de ajuda humanitária de diversos países que contribuíram com fundos, alimentação, expedições de resgate, equipes médicas e engenheiros. Além dos milhares de mortos, o saldo final foi de cerca de 1,5 milhão de desabrigados.

E mesmo hoje, anos após a ocorrência da catástrofe, o país busca emergir em meio aos escombros da desesperança, lutando para reconstruir o que ficou. E foi em busca da reconstrução da esperança e da vida que desde 2010 milhares de haitianos migraram para o Brasil em busca de melhores condições de vida.
A viagem até o Brasil é longa. Dura até dois meses quando feita por países da América Central e América do Sul. Os imigrantes deixam o Haiti em direção à República Dominicana, onde pegam um voo para o Panamá e depois ao Equador. Alguns partem de navio direto para o Panamá e seguem em embarcações até o Equador. O trajeto de lá é igual: pegam um ônibus para atravessar o Peru e finalmente chegar ao Brasil. A parte final da viagem costuma ser feita a pé.


Foto: Gleilson Miranda / Secom / Divulgação

Os imigrantes entram no país por Assis Brasil (AC) e seguem para Brasiléia, onde fazem a solicitação de ingresso no país e iniciam o processo para conseguir documentos, já que a vinda ao Brasil tem como principal objetivo realizar o sonho de conseguir emprego e melhorar a vida, bem como ajudar a família que ficou no Haiti. Após a legalização, inicia a fase de recrutamento pelas empresas, que em sua maioria são dos ramos da construção civil e da metalúrgica. Segundo o governo do Acre, desde dezembro de 2010 cerca de 15 mil haitianos entraram pela fronteira do Peru com o Estado.
São Miguel do Oeste é uma das muitas cidades brasileiras que está recebendo imigrantes haitianos. Assim como outros milhares de haitianos que estão no Brasil, os grupos que já residem no município chegaram ao país pelo Estado do Acre, que faz fronteira com o Peru, e lá, depois de acertar toda a documentação, foram recrutados para o trabalho em São Miguel. O Jornal O Líder entrou no cotidiano e buscou a história de vida das dezenas de haitianos que aqui trabalham, em busca de uma realidade não tão dura.

ESPERANÇA E RECOMEÇO

Irmãos haitianos buscam reconstruir a vida no Brasil - Ferdinand e Gesner Juluis falam sobre seus sentimentos, sonhos e esperança


Marc- Elie Charles mostra a foto do filho de 5 anos, que ficou no Haiti junto da mãe(Foto/Camila Pompeo - Jornal O Líder)

O relógio marcava 20h30 de quarta-feira (10) quando a equipe de reportagem do Jornal O Líder chegou à frente da famosa Casa Rosa, às margens da Rua Willy Barth. A residência abriga quatro imigrantes haitianos que vieram para São Miguel do Oeste em busca de melhores condições de vidapara si e para as famílias que ficaram no Haiti. Em frente à casa, bato palmas diversas vezes, mas ninguém aparece. Resolvo entrar no pátio e bato à porta. Logo aparecem os quatro haitianos mais simpáticos que encontramos.

Os irmãos Ferdinand Juluis e Gesner Juluis dividem a casa com os amigos Marc-Elie Charles e FleronuilHerard. Logo que abrem a porta, sinto um cheiro delicioso de alimento sendo preparado. Me apresento e apresento também a proposta de reportagem, com medo de que os simpáticos amigos hesitassem participar. Me surpreendo. Ferdinand, Gesner,Marc-Eliee Fleronuilabrem um sorriso e me convidam a entrar na residência em que vivem e também em suas vidas.
Na sala da casa, Gesner tentava encurtar as distâncias e a saudade da família por meio da internet. Concentrado, ele conversava com a esposa pelo Facebook, um dos meios mais usados por eles para saber notícias de quem ficou lá, do outro lado do mundo. Assim que entro na Casa Rosa, sou convidada a me sentar e logo todos os amigos formam um círculo e sentam-se também. Sem medo e confiantes, os quatro haitianos falam sobre seus sentimentos, sonhos e esperança.


Gesner tenta encurtar as distâncias e a saudade da família por meio da internet(Foto/Camila Pompeo - Jornal O Líder)

Ferdinand Juluis tem 32 anos e um coração cheio de bons planos. Dividido entre a saudade e a esperança de reconstruir a vida, ele trabalha todos os dias para enviar dinheiro à esposa e aos dois filhos - de 6 e 2 anos - que ficaram na República Dominicana. “Se eu pudesse, trazia eles para cá também. Não estou vivo sem eles, é um pedaço do meu corpo que me falta. Falta muito. Se você tem uma família, vai morar em um outro país e passa anos sem ver sua família, você também não vai ficar bem”, diz.
Em São Miguel do Oeste, os quatro amigos trabalham em obras de construção civil. A casa em que moram foi alugada pela empresa nos primeiros três meses em que eles chegaram ao município. Depois disso, o valor do aluguel, de água e de luz ficou sob responsabilidade deles. O que impressiona, no entanto, é que os amigos dividem não só as despesas, mas também o sentimento de saudade de quem ficou do outro lado do mundo. “Tem horas em que penso em voltar para lá. Não posso seguir vivendo assim, longe da minha família”, menciona Gesner, emocionado, ao lembrar da esposa e do filho pequeno, Isaac.

Há quase um ano convivendo com uma cultura completamente diferente, os quatro haitianos não tiveram alternativas senão a de aprender a língua e os costumes brasileiros. Além disso, tiveram que aprender a cozinhar e dividir as tarefas domésticas da casa onde vivem. E é falando sobre o assunto que descubro de onde vinha o cheirinho gostoso de quando cheguei à porta da casa. “Nós todos fazemos a janta. Cada um sabe fazer uma coisa e nos dividimos. Gesner sabe fazer arroz, Fleronuil e eu sabemos um pouco de carne. Agora mesmo estou preparando um pouco de arroz e outras coisas”, comenta Ferdinand.
Durante nosso bate-papo, os quatro mencionam que saíram do Haiti em busca de melhores condições de vida. Aqui em São Miguel do Oeste, eles trabalham para sobreviver e enviam boa parte do que ganham para as esposas e os filhos. Apesar disso, eles revelam que o valor não é suficiente para ajudar a família da forma que gostariam. “O que ganhamos não é suficiente, porque o dinheiro daqui não vale quase nada lá. São quase R$ 3que valemum dólar americano. Quando mandamos dinheiro para eles, vale muito menos”, revela Ferdinand.

E como os valores conquistados por eles já têm destino, é preciso calcular muito para não sair do orçamento. Para conversar com a família, os quatro amigos preferem usar o telefone. É ouvindo a voz da esposa e dos filhos que eles conseguem amenizar um pouco do vazio cotidiano que aflige seus corações. Ferdinand revela então que por conta do alto custo, a cada ligação a conversa é breve e dura em média três minutos. “Conversamos por telefone, mas custa caro. É mais barato quando nossas famílias nos ligam. Não podemos falar todos os dias porque gastamos muito. Os minutos custam bastante. Seria melhor se pudéssemos conversar todos os dias, mas não temos condições. Um minuto custa mais de R$ 4”, revela.
Fleronuil Herard conta então que, para ele, os dias longe da família também têm sido complicados. Ele revela que tem um filho já adulto, com 21 anos, e outra menina com apenas 11. O maior sonho, segundo ele, é trabalhar e guardar dinheiro suficiente para trazer a família para o Brasil. “Quando aconteceu o terremoto, perdemos as nossas casas. Foi tudo ao chão. Perdemos muitos familiares. Vim para cá para melhorar e deixei minha esposa no Haiti para buscar essa vida melhor no Brasil. Gosto um pouco daqui, mas deixar minha mulher lá me deixa triste. Busco uma oportunidade e se Deus quiser vou melhorar a nossa vida”, afirma.

Os dois irmãos, naturais do Haiti, estão no Brasil há menos de um ano. Ferdinand chegou primeiro, há cerca de nove meses. Em conversa com o irmão Gesner, que havia permanecido na República Dominicana, convenceu-o a vir ao Brasil para tentar melhores condições de vida. Esperançoso, há sete meses Gesner vive em solo brasileiro. “Saímos de lá porque não tinha trabalho, não tinha muita coisa depois que aconteceu o terremoto. Meu pai e mãe estavam lá quando aconteceu a tragédia. Então saímos para buscar uma vida melhor, um trabalho para ajudar a família que ficou lá”, menciona.
Mesmo convivendo dia adia com a saudade e com as dificuldades que a vida impõe, Ferdinand se diz conformado. Durante nossa conversa, ele diz que não é possível culpar ninguém pelas dificuldades que encontrou na vida e que, agora, só é preciso trabalhar e acreditar. “Pensamos muito nas dificuldades, mas temos que aceitar. Não são culpa de ninguém os problemas que temos. Nós temos que buscar melhorar na vida, principalmente se tiver uma família. A vida é muito difícil”, diz.

Pergunto então a Ferdinand sobre qual seria uma vida ideal, e ele então projeta: “Uma vida boa pra mim é ter um pouco de dinheiro, ter uma casa, um carro, poder comer bem, viver ao lado da minha família e ajudar o governo do Haiti também. Porque se trabalharmos lá, também vamos ajudar o governo na reconstrução. E se a mulher está trabalhando e o homem também, eles ganham duas vezes. É como um dedo que é diferente de dois dedos, e um olho é diferente de dois olhos”, declara.
Além do sonho de melhorar de vida, os quatro haitianos têm em comum o sonho de conseguir o Visto permanente, para poder visitar a família sempre que possível. Para receber o documento é preciso que os imigrantes aguardem o prazo de dois anos no Brasil. “Temos que esperar o visto brasileiro para poder visitar a nossa família e levar algo para eles. Depois voltamos para trabalhar. Meu sonho é trabalhar e ganhar dinheiro para poder trazer minha esposa e meu filho de cinco anos para cá”, conta Marc- Elie Charles.

Em solo brasileiro, os haitianos que perseguem a esperança precisam ter sabedoria e força de vontade para superar as dificuldades que aparecem em meio ao caminho. Uma delas, senão a pior e mais dolorida, é o preconceito,o qual eles precisam enfrentar todos os dias quando caminham pelas ruas. “Sofremos muito preconceito. Às vezes encontramos algumas pessoas que baixam as cabeças para não nos cumprimentar.O sangue que corre nas nossas veias é igual, só a cor não é igual. Me sinto triste com isso. Tem muitas pessoas boas conosco também, são amigas e não são racistas”, revela Gesner.

ENTRE A RAZÃO E O CORAÇÃO

Casal de haitianos convive com a saudade do filho pequeno que ficou no Haiti - Marcene Darmeus e a esposa, Mercegrace Christophe, buscam melhorar de vida em São Miguel do Oeste e sonham em voltar para perto do filho pequeno, que ficou do outro lado do mundo



MarceneDarmeus e a esposa,Mercegrace Christophe, que vieram juntos para o Brasil, deixando um filho pequeno no Haiti(Foto/Camila Pompeo - Jornal O Líder)

Dispostos a reconstruir o que sobrou de suas vidas depois da destruição causada pelo terremoto de 2010, os imigrantes haitianos que moram e trabalham em São Miguel do Oeste deixaram no país caribenho um pedacinho de si mesmos. É o caso de Marcene Darmeus e da esposa, Mercegrace Christophe, que vieram juntos para o Brasil, deixando um filho pequeno no Haiti.

Na quarta-feira (10) nossa equipe de reportagem visitou a casa onde o casal mora, junto de outros oito imigrantes vindos do mesmo país. A Casa Branca, como é conhecida, é simples e quando chego à residência encontro todos na sala, assistindo a um jogo de futebol na televisão. À primeira vista, todos ficam assustados e não entendem bem o que fui fazer em sua casa. Aos poucos vamos nos entendendo e eles então me convidam para entrar. É quando começam a revelar um pouquinho de si mesmos.
Marcene conta que trabalha em uma construtora, já Mercegrace, apesar de ter procurado, ainda não conseguiu trabalho. Por conta do pouco contato com os brasileiros, a mulher ainda não aprendeu a Língua Portuguesa. “Vim com minha mulher, mas ainda não consegui trabalho para ela. A situação estava muito difícil no Haiti, depois da ocorrência do terremoto, por isso viemos para o Brasil. Nós queremos uma vida melhor. Tenho um filho com a minha esposa e mais quatro filhos que ficaram lá. Nosso filho pequeno ficou com a mãe da minha esposa e nós conversamos com eles pelo telefone sempre que podemos”, conta Marcene.

Todos os colegas trabalham na mesma empresa e têm em comum a saudade dos filhos que ficaram no Haiti. Aqui eles trabalham buscando a conquista do Visto permanente para poder visitar a família assim que possível. “É muito difícil ficar longe de nossas famílias. Queria trazê-los para cá, mas é preciso muito dinheiro para fazer isso. O coração fica dividido, a vida é boa aqui, mas pensamos em quem ficou lá. Às vezes dá vontade de voltar para lá por causa da saudade. Se não pudermos trazê-los para cá, depois de um tempo vamos ter que voltar a morar com nossa família”, comenta ele.
Agneu Charles é outro imigrante vindo do Haiti em busca de melhores condições de vida no Brasil. Há um ano em São Miguel do Oeste, ele conta que já passou por muitos momentos difíceis. Pergunto quais foram os momentos mais complicados até então e ele se emociona ao revelar. “Quando vim ao Brasil, deixei minha esposa grávida no Haiti. Em menos de um mês nossa filha nasceu sem vida e minha mãe e irmão faleceram. Foi difícil para mim por estar longe, mas não havia nada que eu pudesse fazer”, recorda.

A saudade de casa é, sem dúvida, a situação mais dolorosa vivida pelos haitianos que imigraram para o solo brasileiro. Aqui, até mesmo as dificuldades financeiras ficam pequenas perto do sentimento de vazio causado pela ausência de pessoas essenciais. “Cada dia que saio para trabalhar fico triste, muito triste, porque penso muito em minha família. Quase todas as noites minha esposa liga para me dar notícias. Tenho filhos de 12, 9 e 6 anos e está sendo muito difícil ficar longe deles”, conclui Woodney Charleston.
Esperançosos de que o amanhã será melhor, o grupo de haitianos segue acreditando. Os sonhos ficam nas mãos de Deus. E a saudade dentro de corações  apertados pela dor da distância.

Uma oportunidade para quem sonha


  BEDIN e o grupo de imigrantes haitianos no primeiro registro em São Miguel do Oeste (Foto/Arquivo Pessoal)

Em janeiro deste ano um grupo de 16 refugiados do Haiti chegou em São Miguel do Oeste para trabalhar na Macodesc Construtora e Incorporadora. Assim como outros milhares de haitianos que estão no Brasil, esse grupo chegou ao país pelo Estado do Acre, que faz fronteira com o Peru, e lá, depois de acertar toda a documentação, foram recrutados para o trabalho em São Miguel.

O gerente-técnico da Macodesc, Eduardo BEDIN, explica que há alguns meses a empresa vinha estudando a viabilidade da contratação de mão de obra haitiana, o que agora, felizmente, depois de meses de estudos, contatos e reuniões, tornou-se realidade. O projeto foi efetivado em uma parceria com a empresa “Safegold Consultoria Empresarial”, de Joaçaba.

Segundo BEDIN, a empresa de consultoria foi contratada e ficou responsável pelo deslocamento até a cidade de Brasiléia, no Acre, onde estão os imigrantes, para selecionar os novos colaboradores solicitados. “Fizemos três reuniões para repassar o perfil que nós queríamos e qual a finalidade da contratação. Apresentamos a empresa, acertamos os honorários e eles se deslocaram para Brasiléia, onde ficaram três dias fazendo a seleção. Após, já com a carteira de trabalho, CPF e demais documentos em mãos, foi fretado um ônibus para trazê-los até aqui, chegando em São Miguel do Oeste no dia 20”, explica.


Haitianos já uniformizados para trabalhar na empresa de construção civil(Foto/Arquivo Pessoal)

BEDIN destaca que a vinda dos haitianos para trabalhar na empresa não é só pela questão da falta de mão de obra na construção civil, mas também por se tratar de uma ação humanitária. “São duas questões importantes. No planejamento estratégico da empresa, temos a previsão de promover uma ação social e a nosso ver essa é uma ação humanitária, por que as pessoas de lá precisam realmente trabalhar para ter condições de vida e de bancar as famílias que ficaram no Haiti. Há ainda a questão a defasagem na mão de obra, não só na construção civil. Investimos nisso idealizando que essas pessoas venham trabalhar para suprir uma necessidade que temos, mas também fazendo nossa parte social.

Assim que chegaram ao município, os haitianos contratados pela Macodesc foram acomodados em uma casa alugada, mobiliada e equipada para recebê-los. Cada um recebeu kits e roupas de higiene pessoal e terão o aluguel, demais despesas e alimentação custeada pela empresa neste primeiro mês, inclusive em fins de semana e dias de folga. Após o primeiro mês e já com o primeiro salário em mãos, as despesas, como aluguel e alimentação, ficarão a cargo de cada um, mas eles poderão permanecer na casa.
Segundo BEDIN, estando no Brasil os haitianos deverão cumprir a legislação, tanto trabalhista quanto criminal, estando sujeito às sanções brasileiras. Porém, cabe à empresa informar a Polícia Federal, a cada seis meses, no período de dois anos, de que a pessoa está na cidade, está trabalhando e que não cometeu nenhum delito. “Fechando esse tempo de dois anos, se estiver tudo certo ele pode ser considerado cidadão definitivo”, explica.

Fonte: Jornal O Líder
Pesquisa:Internet

3 de agosto de 2018

Postagem 2.300
BEDIN V.I.P.

AUDREY BEDIN 


Audrey BEDIN

A Cruz Vermelha está crescendo
Postado em 02/08/2018 às 03:51, Atualizado em 02/08/2018 às 07:5


Bernadette Desplats, Roselyne Amadieu e Jean-Marie Hebrard, durante as vendas de garagem.

Desde 14 de junho, a unidade local da Cruz Vermelha de Revel garante a permanência em Caraman. Um motivo de satisfação para sua presidente, Audrey BEDIN. "Nós estávamos localizados na sala Oustal. No entanto, a partir de quinta-feira, 26 de julho, e a fim de estarmos melhor posicionados para atender a qualquer pessoa que queira e para um melhor acesso, mudamos nossos escritórios no Hall of Covered Hall. O prefeito, Jean-Clement Cassan, por sua ajuda e permissão para usar o quarto de graça na quinta-feira de manhã, das 10h às 12h. Desde que estivemos lá, tivemos ótimos encontros. Nós nos encontramos com os líderes e voluntários da Secours Catholique, vamos preparar um novo ano com atividades comuns, links são criados e estamos muito satisfeitos. Temos o mesmo objetivo: ajudar pessoas em circunstâncias difíceis ", diz ela.


Voluntários também participaram das vendas de garagem de Caraman no domingo, 22 de julho. "Tivemos um dia maravilhoso apresentando a Cruz Vermelha Francesa, suas atividades em geral e as atividades de nossa unidade local: ações sociais, entretenimento em uma casa de repouso, assistência alimentar de parcela de emergência, acompanhamento da pessoa, Treinos IPS e PSC1, primeiros socorros e futuro Vestiboutique. Recebemos uma doação de roupas infantis. Graças a Christelle e Sarah. Lembramos que estamos recrutando voluntários em todo o nosso setor. Estamos procurando por correspondentes em Caraman que fariam o link com os escritórios de Revel. Obrigado ao Comitê de Férias Caraman por seu convite para esta venda de garagem ", acrescenta Audrey BEDIN.

Tradução:Google

Pesquisa: Internet

2 de agosto de 2018

Postagem 2.299
BEDIN V.I.P.

LUIGI BEDIN


Luiggi BEDIN

Comunicado de imprensa - Um estudo internacional envolvendo também o astrônomo Luigi BEDIN do INAF, sugere que a explosão supernova observada por Johannes Kepler em 1604 foi produzido por uma fusão de dois restos estelares

astronomia astrofísica
Roma, 01 de agosto de 2018 - A supernova Kepler parece ter deixado restos estelares em torno dele além do que vemos hoje, ou seja, uma estrutura nebulosa de gás e poeira na direção da constelação de Ophiuchus, a 16.300 anos-luz do sol Estes. as conclusões alcançadas por uma equipe internacional de pesquisadores, liderada por Pilar Ruiz-Lapuente da Universidade de Barcelona, ​​que tentou encontrar vestígios do sistema estelar binário a partir do qual você gerou o enorme explosão.

Em sistemas estelares binários, quando pelo menos uma das estrelas, ou aquela com a maior massa, chega ao fim de seu ciclo evolutivo e se torna anã branca, pode começar a capturar material de seu companheiro, até atingir certo limite de massa, equivalente a 1, 44 massas solares, o chamado "limite de Chandrasekhar". Esse processo leva à fusão do carbono no núcleo da anã branca, produzindo uma explosão que pode multiplicar 100 mil vezes o brilho inicial da estrela. O fenômeno, tão breve quanto violento, é conhecido como supernova. Às vezes, assim como no caso do observado e identificado pelo astrônomo alemão Giovanni Kepler em 1604, um evento de supernova pode até ser visível a olho nu a partir da Terra.

Teorias atuais sugerem que a supernova de Kepler foi produzida pela explosão de uma anã branca em um sistema binário. Para esta pesquisa acaba de ser publicado na revista The Astrophysical Journal, a equipe analisou uma possível estrela do sobrevivente do duo estelar que iria transferir em massa para a anã branca, então trazê-lo para explodir. O impacto dessa explosão teria aumentado o brilho e a velocidade do possível companheiro sobrevivente, que teria sido jogado no espaço ao redor, mas poderia tê-lo modificado.
 sua composição química. Os pesquisadores então foram em busca de estrelas com alguma anomalia que lhes permitisse identificar o possível companheiro anão branco que explodiu há 414 anos.

Para realizar esta investigação, foram utilizadas as imagens obtidas com o Telescópio Espacial Hubble da NASA. "O objetivo era determinar os movimentos de um grupo de 32 estrelas em todo o restante da região da supernova que ainda observamos", diz Luigi BEDIN, astrônomo do Instituto Nacional de Astrofísica de Pádua e co-autor do estudo. artigo. Os pesquisadores também usaram dados do instrumento FLAMES, instalado no Very Large Telescope (VLT), do ESO no Chile.

"Nós tentamos - disse Pilar Ruiz-Lapuente, um pesquisador do Instituto de Ciências do cosmos de Barcelona (UB-IEEC) e do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) - uma estrela peculiar como um possível parceiro do progenitor da supernova Kepler , e para isso temos caracterizado todas as estrelas nas proximidades do resto da supernova SN 1604. Mas não encontramos nenhum com as características esperadas. Então tudo indica que a explosão foi causada pela fusão da anã branca com outra anã branca ou com o núcleo estelar de uma companheira já evoluída ".

O estudo foi publicado na revista The Astrophysical Journal artigo nenhum companheiro sobrevivente na supernova de Kepler Pilar Ruiz Lapuente, Francesco Damiani, Luigi BEDIN , Jonay I. Gonzalez Hernandez, Llus Galbany, John Pritchard, Ramon Canal e Javier Mendez

Tradução:Google
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1 de agosto de 2018



Postagem 2.298
BEDIN V.I.P.

PROF.DR.VALCINIR BEDIN 



- Médico pela Universidade de São Paulo - USP
- Mestre e Doutor em Medicina pela UNICAMP
- Prof. convidado da Universidade Vadois - Lausanne-Suiça
- Prof. e Coordenador do Curso de Pós Grad. em Derma. e em Med. Estética da FTESM - FPS - SBME
- Ex-professor da Faculdade de Medicina de Jundiaí
- Presidente da regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Medicina Estética
- Presidente da Sociedade Brasileira para Estudos do Cabelo
- Diretor do Instituto de Pesquisa e Tratamento do Cabelo e da Pele
- Diretor do CIPE - Centro Integrado de Prevenção do Envelhecimento
- Ex-delegado do Conselho Regional de Medicina de São Paulo 

Diretor do Instituto de Pesquisa e Tratamento do Cabelo e da Pele 



colunistas@tecnopress-editora.com.br

Valcinir BEDIN


O termo inglês ”vegan” foi criado em 1944. Trata-se de uma corruptela da palavra ”vegetarian”, em que se consideram as três primeiras letras e as duas últimas para formar a palavra ”vegan”.


Em português, as três primeiras e as três últimas letras de “vegetariano” são consideradas na formação do termo ”vegano” (por definição, adepto do veganismo).

O veganismo é um movimento que diz respeito aos direitos animais. Por razões éticas, os veganos são contra a exploração dos animais.

No mundo todo, cresce o número de pessoas que alegam não fazer uso de nenhum produto de origem animal. Nos últimos anos, mais de 3% dos norte-americanos e 2% da população do Reino Unido declararam-se veganos.

Como estão sendo publicados artigos em diferentes revistas mostrando que dietas de origem animal levam a uma maior incidência de doenças degenerativas, especialmente as cardiovasculares, um número cada vez maior de restaurantes veganos tem aparecido no mundo todo.

A Associação Dietética Americana (American Dietetic Association) e a associação de nutricionistas do Canadá (Dietitians of Canada) consideram a dieta vegana apropriada para todos os estágios do ciclo de vida, embora as próprias instituições chamem atenção para o fato de que uma dieta vegana mal planejada pode ser deficiente em vitamina B12, ferro, vitamina D, cálcio, iodo e ácidos graxos ômega-3.

O criador desta filosofia de vida, Donald Watson, definiu o veganismo como um estilo de vida que procura excluir, na medida do possível e praticável, todas as formas de exploração e crueldade com os animais - para alimentação, vestuário e qualquer outra finalidade.

O veganismo reúne, portanto, um rol de princípios que defendem que o ser humano viva sem explorar os animais. É a busca pelo fim do uso de animais para alimentação, apropriação, trabalho, caça, vivissecção, confinamento e todos os outros usos que envolvam exploração da vida animal. Os veganos procuram abolir qualquer prática que explore animais, zelando pela preservação da liberdade e integridade animal.

Também boicotam qualquer produto de origem animal (alimentar ou não), além de produtos que tenham sido testados em animais ou que incluam qualquer forma possível de exploração animal nos seus ingredientes ou processos de fabricação. Ou seja, não utilizam produtos de beleza, de higiene pessoal e de limpeza, entre outros, que não estejam isentos de crueldade.

Preferem usar os termos “animais não humanos” ou “seres sencientes”, em vez de “irracionais”.

É muito importante diferenciar a ideologia vegana da dieta vegetariana. Veganismo não é dieta. É um conjunto de práticas focadas nos direitos dos animais que, por consequência, prevê uma alimentação estritamente vegetariana. Entende-se que os animais têm o direito de não serem usados como propriedade e que o veganismo é a base ética para levar a sério esse direito, pelo mínimo de respeito a eles.

Os veganos evitam o uso de cosméticos e produtos de higiene e limpeza que tenham sido testados em animais. Eles defendem a busca por alternativas para experiências laboratoriais, como testes in vitro, cultura de tecidos e modelos computacionais.

Frequentemente, são divulgadas na comunidade vegana extensas listas de marcas e empresas de cosméticos e produtos de limpeza e higiene pessoal não testados em animais.

O dia 1 de novembro é considerado o Dia Mundial Vegano (“World Vegan Day”, em inglês), que é comemorado desde 1994, quando a Vegan Society da Inglaterra comemorou 50 anos de criação.

A lei brasileira não define o que é um cosmético natural, fazendo com que algumas marcas se aproveitem dessa lacuna e digam que seus produtos são naturais, embora possam conter até princípios ativos nocivos para a saúde.

De acordo com órgãos particulares certificadores, como o IBD e o Ecocert, que inspecionam várias marcas de produtos orgânicos e naturais no nosso país, para ser natural o produto precisa conter, no mínimo, 95% de ingredientes naturais e 5% de ingredientes orgânicos.

Para as certificadoras de produtos orgânicos, um cosmético orgânico é aquele que possui pelo menos 95% de matérias-primas orgânicas em relação à quantidade total de matérias-primas naturais utilizadas na formulação.

Para um cosmético ser considerado vegano, ele não precisa ser natural ou orgânico, mas não deve possuir ingredientes de origem animal e nem ser testado em animais. Precisamos lembrar que, felizmente, vivemos num país democrático, onde a livre escolha ainda é uma prerrogativa do cidadão. Desse modo, devemos respeitar todas as filosofias que não interfiram na vida de nossos semelhantes.

Para o formulador, fica aí mais um campo de trabalho cada vez mais amplo e abrangente.

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